Tenho que obstar à apreciação negativa do boné "per se".
Tenho 62 anos e também uso boné (sempre que está Sol) porque realmente me protehe a cabeça e os olhos do brilho do Sol (e dos carros que levam detailing).
Claro que os bonés "deles" e o meu fazem muita diferença - mas a diferença aqui não é de usar boné: é de atitude.
Quanto ao boné dos "pretos" e ao boné do gajo das obras... eu acho que a crítica é parva. Prefiro a dignidade de trabalhar nas obras à parvoíce de qualquer menino queques (ou, mais provavelmente, com pretensões a isso). Trabalhar nas obras é... trabalhar. E merece respeito - muito respeito. É duro, paga pouco e é bem melhor para todos nós que o dito do boné esteja a trabalhar. E quanto ao preto.... bem, digamos que um homem é um homem. A cor da pele, não serve nem para qualificá-lo (como muitos racistas negros pretendem), nem para desqualificá-lo (como os racistas brancos assumem).
O que qualifica o homem é o que faz e o que pensa. Branco, preto, amarelo ou o que fôr.
E sobre o xuning, a minha palavra final é esta: eles divertem-se - e nós com isso?...
Prefiro 100 adeptos do tuning pobre (são ridicularizados, porque é tuning, mas tuning do pobre...) do que 1 só membro de gangue de bairro, cuja cabeça está feita para obter reconhecimento dos seus pares pela violência de que é capaz. Quando se fala de xuning, está a falar-se de gente cujo único "defeito" é ter o azar de ser menos rico e de ter menos possibilidades de cultivar o gosto, o refinamento.... e tudo o que precisa de €€€. Muitos euros.
E jamais achincalharei alguém por ser pobre e ter mau gosto.
A menos que ele seja rico ou famoso (ex.: Tói)

Aí, o mais certo é eu nem perder tempo com ele - achincalhá-lo já é perder demasiado tempo com ele.
Desculpem o tom "sério" é que não suporto ver as pessoas que são pobres, mas têm os seus sonhos, a ser enxovalhadas por isso.